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Ebola – mas afinal que vírus é esse ?

Mas afinal o que vem a ser este temível vírus, de que tanto se tem falado?

Ebola é uma febre grave do tipo hemorrágico transmitida por um vírus do gênero Filovirus, altamente infeccioso, que desenvolve seu ciclo em animais.

Há cinco espécies diferentes desse vírus, que recebem o nome dos locais onde foram identificados: Zaire, Bundibugyo, Costa do Marfim, Sudão e Reston. Este último não foi identificado em humanos.

A doença é classificada como uma zoonose. Embora os morcegos frutívoros sejam considerados os prováveis reservatórios naturais do vírus ebola, ele já foi encontrado em gorilas, chimpanzés, antílopes e porcos.

Se contraído, o Ebola é uma das doenças mais mortais que existem. É um vírus altamente infeccioso que pode matar mais de 90% das pessoas que o contraem, dependendo do tipo do vírus, causando pânico nas populações infectadas.

Assim como gripes e resfriados, a doença é transmitida por meio do contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas. Por exemplo, quando uma pessoa sadia entra em contato com sangue, urina ou saliva de um doente e, na sequência, toca a mão infectada nos próprios olhos ou nariz.

Os sintomas aparecem de dois dias a três semanas após o contágio, normalmente, entre o oitavo e o décimo dia, e são semelhantes aos de uma gripe forte ou dengue: febre alta, dores de cabeça, dores musculares e, às vezes, erupção cutânea.

Na sequência, são comuns ocorrências de vômito, seguido ou não por sangramento generalizado nos olhos, pele, boca e internamente.

Neste estágio, os órgãos internos, como coração e rins, podem falhar – o que se torna o motivo mais frequente das mortes.

A doença só é transmissível depois de aparecerem os primeiros sintomas

Embora só recentemente se tenha começado a ouvir sobre Ebola, ou Febre Hemorrágica, os primeiros registros desta doença foram feitos em 1976, na região do Sudão e da República Democrática do Congo.

Inicialmente, acreditava-se que o contágio teria começado entre pessoas que se alimentavam de gorilas infectados.

Entretanto, a teoria mais recente sugere que a infecção começa com a contaminação de alimentos por excrementos de morcegos frutívoros infectados.

Nos casos de pessoas que sobreviveram à doença, o vírus permanece vivo no organismo por até sete semanas após a infecção, e é fácil de transmitir de pessoa para pessoa. As taxas de mortalidade também são altíssimas, chegando a 90% dos infectados.

Apenas 10% a 40% dos infectados sobrevivem ao vírus. Não existem medicamentos específicos para o tratamento, tais como antibióticos. Entretanto, drogas experimentais estão sendo testadas em humanos.

No tratamento, a vítima precisa de fluidos intravenosos, isolamento estrito e suporte em unidade de terapia intensiva.

Segundo especialistas em saúde pública, as chances de o vírus chegar ao país são baixas, mas é importante que se conheça as formas de contágio, riscos etc.

Em agosto começaram a emitir alertas em aeroportos para que passageiros das companhias aéreas estejam cientes dos sintomas da doença.

No Brasil houve uma única suspeita rapidamente descartada, mas suficiente para ligar o alerta dos infectologistas e autoridades alfandegárias.

Até agora, o Brasil não tem restrições de viagem e, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, “o risco de um turista ou empresário se infectar com o vírus Ebola durante uma visita às áreas afetadas e desenvolver a doença após o retorno é extremamente baixo”.

E qual deve ser nossa real preocupação com este vírus?

É prudente evitar viagens desnecessárias à África Ocidental até que a epidemia seja controlada e estar atento ao contato com qualquer pessoa que esteve recentemente na região.

Como a maioria das infecções virais, cuidados simples com a higiene podem ajudar a diminuir a propagação da doença, por isso, lave frequentemente as mãos com bastante água e sabão.

De qualquer forma, convém não esquecer um risco que está muito mais perto de nós, na realidade, neste momento pode estar no nosso jardim, que é a Dengue.

Esta, nós conhecemos e mesmo assim, muitas vezes não damos a devida importância.

Cuide para que os pratos de vasos não fiquem com água parada, e as bromélias não retenham água entre suas folhas.

É salutar obter informação sobre o Ebola, mas mais importante é ter cuidado com este mosquito que já está presente em nossas vidas, causa tanto estrago, e de tão fácil prevenção.

Maria Christina Dalledone.


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